
PÁSCOA, TEMPO DE SÍNTESE!
O tempo Pascal surge na Igreja como um momento de esperança e alegria renovadas comparável a primavera nas estações do ano.
Assim como a primavera evoca as flores e seu hálito perfumado, a exuberância das cores impressa nas pétalas de variadas colorações, a atmosfera de paz oriunda do sol novo desaparecido no inverno, a Páscoa evoca vida, alegria e esperança.
A vitória de Jesus sobre a morte e tudo que esta representa dá-nos ânimo novo frente aos desafios que encontramos no dia a dia. Permanentemente nos vemos em situação limite de vida e morte. Cada um e todos os momentos de nossa existência é uma oportunidade de promover a vida ou rejeitar a morte.
O livre arbítrio, nos coloca ante uma ou outra alternativa, pois elas se excluem em si mesmas. Ou somos pró vida ou somos a favor da morte. Não é possível optar pelas duas ao mesmo tempo. Jesus nos mostra com seu sofrimento e extremo sacrifício no Gólgota o imenso valor da vida, ao ponto de morrer, para, com esse gesto, nos dizer que todo sacrifício pela vida é justificável. A vida merece um ato de amor radical e toda a nossa atenção.
Mas não existe vida abstratamente. A vida se manifesta em muitas e variadas formas. De todas, a pessoa humana, é a mais evidente. Foi pensando na pessoa e sua felicidade plena aqui mesmo neste mundo que Jesus se doou totalmente.
Páscoa é um convite irrecusável a vida, com seus riscos e bons frutos.
Mas, antes do Domingo de Páscoa, há também quintas-feiras, sextas-feiras e sábados. Fazem parte da vida. Eles passam (=Páscoa).
Cada um dos dias do tríduo pascoal tem uma mensagem importante para a vida. Na Quinta-Feira, a lembrança da traição de Judas que resultou na condenação de Jesus. Quem de nós nunca foi traído? Quantas condenações enfrentamos no curso de nossa vida? São tantos os jovens condenados ao desemprego, subemprego e outras exclusões! Também esse dia nos faz lembrar a instituição da Eucaristia, mesa, celebração. Todos os nossos sofrimentos, condenações e traições, bem como as luzes de nossa vida, devem ser celebrados com vivacidade.
Na Sexta-Feira, lembramos o caminho difícil do Mestre, seu julgamento parcial e sem direito a defesa e sua morte. A maioria de nós leva uma vida extremamente difícil. Aliás, vida fácil não combina com cristianismo. Quantos irmãos e irmãs nossos não são julgados injustamente sejam em tribunais, sejam por nós mesmos. Julgamos sem piedade nossos semelhantes. Julgamentos, que de tão infames, chegam a matar a alma das pessoas. Isto é uma repetição da paixão do Senhor, morte, aniquilamento.
O Sábado nos faz lembrar o sepultamento de Jesus. Sepultamento evoca também o silêncio de nossos corações secos ou duros. Silenciamos ante as injustiças que sofrem inúmeros irmãos. Isolamos a outros como que a um morto para sempre no túmulo podre de nosso fechamento e individualismo.
Todos esses momentos fortes celebrados nos dias que antecedem a Páscoa nos chamam a conversão, razão e sentido de toda a Quaresma. Nem podemos ficar enterrados no aparente fracasso da cruz, evocado nesses dias, nem nos iludirmos com a beleza alegre do Domingo de Páscoa. Viver é uma síntese sempre retomada entre cruz e Páscoa, entre morte e vida, entre conflito e paz. Uma Páscoa Feliz a todos!
O tempo Pascal surge na Igreja como um momento de esperança e alegria renovadas comparável a primavera nas estações do ano.
Assim como a primavera evoca as flores e seu hálito perfumado, a exuberância das cores impressa nas pétalas de variadas colorações, a atmosfera de paz oriunda do sol novo desaparecido no inverno, a Páscoa evoca vida, alegria e esperança.
A vitória de Jesus sobre a morte e tudo que esta representa dá-nos ânimo novo frente aos desafios que encontramos no dia a dia. Permanentemente nos vemos em situação limite de vida e morte. Cada um e todos os momentos de nossa existência é uma oportunidade de promover a vida ou rejeitar a morte.
O livre arbítrio, nos coloca ante uma ou outra alternativa, pois elas se excluem em si mesmas. Ou somos pró vida ou somos a favor da morte. Não é possível optar pelas duas ao mesmo tempo. Jesus nos mostra com seu sofrimento e extremo sacrifício no Gólgota o imenso valor da vida, ao ponto de morrer, para, com esse gesto, nos dizer que todo sacrifício pela vida é justificável. A vida merece um ato de amor radical e toda a nossa atenção.
Mas não existe vida abstratamente. A vida se manifesta em muitas e variadas formas. De todas, a pessoa humana, é a mais evidente. Foi pensando na pessoa e sua felicidade plena aqui mesmo neste mundo que Jesus se doou totalmente.
Páscoa é um convite irrecusável a vida, com seus riscos e bons frutos.
Mas, antes do Domingo de Páscoa, há também quintas-feiras, sextas-feiras e sábados. Fazem parte da vida. Eles passam (=Páscoa).
Cada um dos dias do tríduo pascoal tem uma mensagem importante para a vida. Na Quinta-Feira, a lembrança da traição de Judas que resultou na condenação de Jesus. Quem de nós nunca foi traído? Quantas condenações enfrentamos no curso de nossa vida? São tantos os jovens condenados ao desemprego, subemprego e outras exclusões! Também esse dia nos faz lembrar a instituição da Eucaristia, mesa, celebração. Todos os nossos sofrimentos, condenações e traições, bem como as luzes de nossa vida, devem ser celebrados com vivacidade.
Na Sexta-Feira, lembramos o caminho difícil do Mestre, seu julgamento parcial e sem direito a defesa e sua morte. A maioria de nós leva uma vida extremamente difícil. Aliás, vida fácil não combina com cristianismo. Quantos irmãos e irmãs nossos não são julgados injustamente sejam em tribunais, sejam por nós mesmos. Julgamos sem piedade nossos semelhantes. Julgamentos, que de tão infames, chegam a matar a alma das pessoas. Isto é uma repetição da paixão do Senhor, morte, aniquilamento.
O Sábado nos faz lembrar o sepultamento de Jesus. Sepultamento evoca também o silêncio de nossos corações secos ou duros. Silenciamos ante as injustiças que sofrem inúmeros irmãos. Isolamos a outros como que a um morto para sempre no túmulo podre de nosso fechamento e individualismo.
Todos esses momentos fortes celebrados nos dias que antecedem a Páscoa nos chamam a conversão, razão e sentido de toda a Quaresma. Nem podemos ficar enterrados no aparente fracasso da cruz, evocado nesses dias, nem nos iludirmos com a beleza alegre do Domingo de Páscoa. Viver é uma síntese sempre retomada entre cruz e Páscoa, entre morte e vida, entre conflito e paz. Uma Páscoa Feliz a todos!